Você sabe quem compra toda semana no seu restaurante? Quem fez apenas um pedido? Quem costumava comprar e simplesmente sumiu?
E mais: você sabe quais clientes adoram pizza, quais costumam gastar mais e quem chegou a colocar produtos no carrinho, mas desistiu da compra?
Essas informações podem parecer apenas detalhes da operação, mas são uma oportunidade de venda.
Quando o restaurante organiza o histórico dos clientes em um CRM, fica mais fácil criar públicos, personalizar campanhas e aumentar a recorrência.
Na prática, a lógica é simples:
Histórico de compras → públicos → campanhas relevantes → mais recorrência → fidelização de clientes.
E isso vale tanto para uma pequena hamburgueria de bairro quanto para uma rede com milhares de consumidores cadastrados.
O que um CRM pode revelar sobre seus clientes?
Um CRM ajuda a organizar informações sobre o relacionamento de cada cliente com o restaurante.
Não estamos falando apenas de guardar nome e telefone.
O mais interessante é entender o comportamento de compra.
Por exemplo:
- quando aconteceu o último pedido;
- quantas vezes o cliente comprou;
- quais produtos costuma pedir;
- quanto geralmente gasta;
- quais promoções já utilizou;
- com que frequência retorna.
Imagine dois clientes.
O primeiro compra uma pizza praticamente toda sexta-feira.
O segundo também fazia pedidos frequentes, mas não compra há 45 dias.
Colocar os dois na mesma campanha pode significar desperdiçar uma oportunidade.
O primeiro talvez responda melhor a uma novidade no cardápio. Já o segundo pode precisar de uma campanha de reativação.
É justamente aí que o CRM começa a fazer diferença.
Transforme sua base de clientes em públicos estratégicos
Uma das grandes vantagens de conhecer o histórico de compras é parar de falar com todos os clientes da mesma maneira.
Você pode separar sua base em públicos com comportamentos diferentes.
Clientes novos
São aqueles que acabaram de fazer o primeiro pedido.
O objetivo agora é não deixar o relacionamento esfriar.
Uma campanha de segunda compra pode incentivar esse consumidor a voltar e começar a criar um hábito.
Clientes recorrentes
São aqueles que já conhecem o restaurante e compram com frequência.
Esse público pode receber novidades, lançamentos, vantagens do programa de fidelidade e ofertas relacionadas aos produtos que costuma comprar.
Clientes inativos
Compravam antes, mas estão há 30, 45 ou 60 dias sem fazer um pedido.
Em vez de esperar que lembrem do seu restaurante, você pode criar uma campanha específica para trazê-los de volta.
Clientes de alto valor
Alguns clientes compram com mais frequência ou possuem um valor médio de pedido maior.
Identificar esse público permite criar benefícios e comunicações especiais para fortalecer ainda mais a fidelização de clientes.
Público certo, campanha certa e no momento certo
Ter uma base de contatos enorme não significa necessariamente ter uma boa estratégia de marketing.
O resultado aparece quando os dados ajudam a entregar uma mensagem relevante para cada público.
As campanhas recorrentes podem ser criadas considerando comportamentos como primeira compra, período sem pedidos, aniversário ou preferência por determinado produto.
Veja alguns exemplos simples.
Cliente fez o primeiro pedido
Envie uma mensagem convidando para conhecer outro item do cardápio ou oferecendo um benefício para a segunda compra.
Cliente não compra há 30 dias
Crie uma campanha de reativação mostrando uma novidade ou uma condição especial.
Cliente sempre compra pizza
Que tal divulgar o novo sabor justamente para esse público?
Cliente compra almoço durante a semana
Uma campanha perto do horário habitual de compra pode lembrar que o prato do dia já está disponível.
Esse tipo de comunicação tende a parecer muito mais relevante do que simplesmente disparar a mesma promoção para toda a base.
Leia também: Campanhas recorrentes para restaurantes
Recorrência é o caminho para a fidelização de clientes
Conquistar uma venda é importante.
Criar motivos para o cliente continuar comprando é ainda melhor.
Por isso, um dos principais objetivos de trabalhar CRM, públicos e campanhas é aumentar a recorrência.
Imagine um restaurante que percebe que boa parte dos clientes costuma fazer dois pedidos por mês.
Se determinado grupo passa 30 ou 40 dias sem comprar, isso pode virar um gatilho para uma campanha automática de reativação.
O restaurante deixa de depender apenas da memória do gestor ou de campanhas criadas manualmente.
A comunicação passa a acompanhar o comportamento do cliente.
E campanhas recorrentes não precisam significar desconto o tempo inteiro.
Elas podem apresentar novidades, lembrar o cliente de um produto favorito, divulgar um combo ou mostrar que ele está perto de ganhar uma recompensa no programa de fidelidade.
O histórico de compras também ajuda no aumento de ticket médio
Conhecer o cliente não serve apenas para fazer com que ele compre novamente.
Também pode ajudar no aumento de ticket médio.
Suponha que uma hamburgueria perceba que determinado público compra hambúrguer com frequência, mas raramente adiciona sobremesa.
Esse grupo pode receber uma campanha apresentando um combo completo ou uma nova sobremesa.
Outros exemplos são:
- cliente de pizza recebe oferta de borda ou sobremesa;
- cliente de almoço recebe sugestão de bebida;
- cliente que compra para a família conhece um combo maior;
- cliente frequente recebe uma oferta de um produto complementar.
O objetivo não é empurrar produtos.
É usar o que você já conhece sobre o consumidor para apresentar opções que façam sentido para ele.
Carrinho abandonado também pode virar público
Um carrinho abandonado significa que alguém demonstrou intenção de comprar, mas não concluiu o pedido.
Em vez de considerar essa oportunidade simplesmente perdida, o restaurante pode criar um público específico para recuperação.
Uma mensagem simples pode ser suficiente:
“Seu pedido ficou quase pronto. Quer continuar de onde parou?”
Nem sempre é necessário oferecer desconto.
O primeiro passo é lembrar o cliente da compra e facilitar o retorno ao cardápio.
Além disso, acompanhar abandonos ajuda a identificar possíveis obstáculos durante a jornada de compra e oportunidades de melhorar a conversão.
Leia também: Como recuperar carrinho abandonado e vender mais online
Como colocar essa estratégia em prática?
Você não precisa começar com dezenas de públicos e automações.
Para um pequeno negócio, três grupos já podem gerar boas oportunidades:
- clientes que fizeram apenas uma compra;
- clientes recorrentes;
- clientes que estão há 30 dias ou mais sem comprar.
Operações maiores podem aprofundar as segmentações por frequência, ticket médio, produtos comprados, unidade, comportamento e outros critérios.
Depois, siga uma lógica simples:
1. Escolha o público
Quem você quer atingir?
2. Defina o objetivo
Quer gerar segunda compra, reativar clientes ou aumentar frequência?
3. Crie uma campanha
Escolha uma mensagem relevante para aquele comportamento.
4. Acompanhe os resultados
Observe pedidos gerados, recompra, receita da campanha e ticket médio.
Assim, marketing deixa de ser apenas “mandar promoção” e passa a funcionar como uma ferramenta de relacionamento e vendas.
CRM, públicos e campanhas no mesmo ecossistema
Quando informações de clientes ficam espalhadas entre planilhas, WhatsApp, delivery e diferentes ferramentas, colocar tudo isso em prática pode dar bastante trabalho.
É por isso que integrar operação e marketing faz diferença.
Com a Alloy, o restaurante pode trabalhar públicos e campanhas de forma conectada à operação, criando ações por canais como WhatsApp, e-mail, SMS e web push, além de acompanhar o relacionamento com os clientes em um único ecossistema.
Para um pequeno empreendedor, isso significa menos tarefas manuais.
Para operações maiores, significa conseguir trabalhar segmentação e campanhas em escala.
E para ambos, significa transformar informações que já existem no negócio em novas oportunidades de venda.
Comece por um público e transforme dados em vendas
Escolha um grupo da sua base hoje.
Pode ser quem não compra há 30 dias, quem fez apenas um pedido ou os clientes que mais compram.
Observe o histórico desse público e pense: qual seria a próxima mensagem mais relevante para essas pessoas?
Esse pequeno exercício já é o começo de uma estratégia de CRM focada em recorrência e fidelização de clientes.
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